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Posts Tagged ‘mercosur’

Veja: Nuestro socio es un desastre

Posted by Ricardo en 31 octubre 2009 06:43

Nosso sócio é um desastre

Fomos ver de perto como funciona a economia do novo membro
do Mercosul. O cenário é chocante. A cubanização da Venezuela
já destruiu a produção de bens e alimentos


Duda Teixeira, de Ciudad Guayana

Eduardo di Baia/AP
CORONEL FALASTRÃO
Graças a Chávez, a Venezuela está se tornando uma nova Cuba: produção em queda, presos políticos e, agora, apagões diários
VEJA TAMBÉM
Quadro: estatismo selvagem
Vídeo: milícias em fazendas

O Brasil acaba de aceitar um sócio de alto risco. Na quinta-feira da semana passada, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a adesão da Venezuela ao Mercosul. O assunto seguirá agora para votação no plenário, onde a maioria governista deve referendar a decisão. Como Uruguai e Argentina já deram sinal verde, só falta o aval do Senado do Paraguai. Não se tem ideia de como o coronel Hugo Chávez fará para cumprir as cláusulas democráticas do Mercosul. Seu governo é autoritário, persegue opositores, jornalistas e pretende prolongar-se indefinidamente. Como sócio, Chávez terá poder de veto nos acordos comerciais entre os países do Mercosul e o restante do mundo – e não é difícil imaginar o estrago que sua preferência pelas piores parcerias (Coreia do Norte, Irã e Cuba) pode causar. Felizmente, Chávez não é a Venezuela, e um dia o país voltará à democracia e ao progresso.

Até que isso ocorra, Chávez será outra perturbação numa instituição estagnada. Não há acordo entre os membros do Mercosul sobre os próximos passos, as políticas comuns nunca saíram do papel e cada governo se queixa do protecionismo do vizinho. Na campanha presidencial no Uruguai, falou-se abertamente em deixar o bloco e assinar livremente acordos com os Estados Unidos e a União Europeia. Na semana passada, o Brasil adotou represálias comerciais contra a Argentina, que há anos impõe restrições à entrada de produtos brasileiros. A Venezuela é um bom parceiro comercial do Brasil. Nos últimos dez anos, a exportação de produtos brasileiros para aquele país multiplicou-se quase dez vezes. O superávit a favor do Brasil beira os 5 bilhões de dólares. Nada a ver com o Mercosul. Muitos dos negócios foram facilitados pura e simplesmente pela destruição da capacidade produtiva doméstica em razão do malfadado socialismo do século XXI de Chávez.

Em cinco anos, desde que o coronel se declarou comunista, mais de cinquenta companhias de grande porte e 2,5 milhões de hectares de terra foram estatizados. Mais de 250 000 cooperativas foram criadas para substituir as empresas “burguesas”. O resultado é desastroso. A produção das companhias nas mãos do estado caiu 40%, enquanto o número de funcionários duplicou. De todas as terras ocupadas, apenas 2% continuam a produzir. Das cooperativas criadas, 96% já foram desfeitas. Não se pode acusar Chávez de ter mentido sobre suas intenções. “Produtividade e rentabilidade são conceitos do malvado capitalismo e do neoliberalismo”, disse o coronel, com sinceridade.

VEJA foi ver de perto o processo de cubanização em curso no país que aceitamos como sócio. Durante sete dias, uma equipe de jornalistas visitou indústrias e fazendas cubanizadas em oito cidades. Um caso exemplar é a Alcasa, fábrica de alumínio em Cidade Guayana, polo industrial a 530 quilômetros de Caracas. Em 2005, o controle da estatal foi entregue aos trabalhadores em regime de cogestão. A primeira providência deles foi realizar uma eleição para a escolha dos cargos de direção. A título de preparação para os novos cargos, os eleitos receberam cursos sobre o “Pensamento econômico de Che Guevara” e de guerrilha, pomposamente rebatizada de “guerra assimétrica contra o imperialismo”. Na visão do então presidente da companhia, o professor de educação física Carlos Lanz, a prioridade nunca foi produzir, e sim “criar pequenas unidades que possam empregar armamentos básicos: fuzis e lança-foguetes, ou em seu lugar explosivos de maior escala”.

Fernando Cavalcanti
INEFICIÊNCIA
Trabalhadores que assumiram a direção da Alcasa: produção pela metade, mas com o dobro do pessoal

Uma unidade de milicianos foi montada dentro da empresa, comandada pelo chefe de RH. O número de empregados dobrou, enquanto a produção desabava. Na semana passada, das 684 células de produção de alumínio, 316 estavam paradas por falta de manutenção. “Estamos no meio de um processo, aprendendo como as coisas funcionam”, explicou a VEJA Alcides Rivero, um dos coordenadores do Controle Obreiro, a organização de empregados. O descaso com os direitos trabalhistas é um ponto em comum nas empresas socialistas. A falta de equipamento de segurança tornou-se crônica. Na PDVSA, a estatal petroleira, funcionários que deixam o turno precisam entregar as botas de borracha aos que entram. Os coletes salva-vidas dos que trabalham no mar estão em trapos. Muitas vezes, os próprios empregados compram capacetes e equipamentos de proteção. “Os equipamentos de segurança na estatal nunca foram bons. Agora, estão ainda piores”, disse a VEJA José Bodas, dirigente sindical da PDVSA.

Os salários estão congelados, apesar de a inflação anual ultrapassar os 30%. Quem ousa reclamar ou promover greve é punido. Rubén González, sindicalista faz quinze anos na Ferrominera Orinoco, em Cidade Piar, está há um mês em prisão domiciliar. Chavista no passado, González organizou uma greve em agosto pedindo o pagamento retroativo de um aumento salarial. Depois da paralisação, foi preso por seis dias sob acusação de incitar a delinquência. Solto, foi condenado à prisão domiciliar. “Meu crime foi defender os trabalhadores”, disse González a VEJA. Aos 50 anos, ainda é membro do PSUV, o partido de Chávez. “Isso não é socialismo, porque não há igualdade. Nós, trabalhadores, somos discriminados”, diz. Até o momento, o governo chavista já processou 64 dirigentes sindicais. Nas palavras do jornalista Damián Prat, que escreve no Correo del Caroní, Chávez entrará para a história por ter criado o “estatismo selvagem”.

A devastação chavista é ainda mais virulenta no campo. As invasões de terra estão a cargo das Forças Armadas. Há sete meses, Orlando José Polanco teve sua fazenda de 2.200 hectares no município de Simón Planas tomada por 1.000 soldados. Logo depois chegaram quinze tratores para começar a arar a terra. Com o movimento das máquinas ao fundo, Hugo Chávez gravou no local o Alô Presidente, seu programa dominical na televisão. Uma semana depois, todos os tratores estavam quebrados. “Há muitas pedras no solo aqui. É impossível arar ou plantar feijão”, diz Polanco. “Eles não sabem o que fazem.” A casa do vigia, dentro da propriedade, transformou-se em um posto da polícia militar. A 10 metros de distância ainda se vê um ninho de metralhadoras, deixado pelo Exército.

Nem os pequenos proprietários estão a salvo. No mês passado, um helicóptero Superpuma da Aeronáutica, com capacidade para vinte pessoas, pousou na fazenda San José, de 71 hectares, em Barquisimeto, levando a bordo o presidente do Instituto Nacional de Terras e o ministro da Agricultura. Bandeiras foram hasteadas, houve discursos e, uma semana depois, chegaram 250 integrantes da milícia campesina. Eles vestem camisa vermelha, pintam o rosto com tinta de camuflagem e cantam hinos revolucionários. “Aconteceu tanta coisa em apenas um mês que acho que não tenho mais medo de nada. Estou pronto para o pior”, disse a VEJA Oscar Martinez, que plantava milho e criava gado para corte na San José. Martinez e outros agricultores lembram com saudade de quando a Venezuela exportava café, milho, arroz e laranja. Antes de Chávez, o país produzia 90% do açúcar e 76% da carne que consumia. Hoje, a produção doméstica só dá conta de 30% e 45%, respectivamente.

Os apagões quase diários e sem aviso prévio, que duram entre duas e cinco horas, são outro exemplo da ineficiência socialista. Apenas a cubanização explica como um país instalado sobre a quinta maior reserva de petróleo do planeta padece de escassez de eletricidade. A incapacidade administrativa do chavismo pode ser medida em números. Por falta de manutenção, só está em operação metade das vinte turbinas de Guri, a principal hidrelétrica do país. A maior termelétrica, Planta Centro, opera com reles 6,5% da capacidade instalada. Na Electricidad de Caracas (EDC), a produção já é 5% menor que a de dois anos atrás, quando foi estatizada. A Edelca, estatal de geração de energia hidrelétrica, era considerada um exemplo de eficiência. No ano passado, pela primeira vez, não registrou lucro. Seus fornecedores não recebem há quatro meses. Nos últimos quatro anos, o número de funcionários subiu de 3.500 para 5.600.

Fernando Cavalcanti
PALAVRAS DE ORDEM
Entrada da Invepal, estatal de papel, em Morón: ideologia
e prejuízos

A única consequência positiva da devastação do sistema produtivo é a queda da popularidade de Chávez. Com os alimentos escassos, salários congelados, falta de água e luz, os venezuelanos começaram a entender o significado real do que diz o presidente falastrão. Segundo as pesquisas, apenas 17% votariam por Chávez se as eleições fossem hoje. Há um mês, eram 31%. A desastrosa transição para o socialismo só não levou o país ao colapso total porque o presidente conta com o dinheiro da venda do petróleo. Estima-se que Chávez tenha gasto 900 bilhões de dólares em dez anos, metade dos quais proveniente da exportação petrolífera. Em termos de desabastecimento, a vida no país assemelha-se bastante à de Cuba: há escassez de papel higiênico, sabonetes, farinha e leite. Nos supermercados estatais, a lista com os produtos disponíveis é fixada na porta a cada manhã. Quase todos os alimentos são importados. A diferença entre Venezuela e Cuba é que o primeiro país tem quase o triplo da população do segundo e guarda petróleo em seu subsolo. Com gente e dinheiro, a Venezuela é um mercado muito mais atraente para o Brasil que a ilha caribenha. Já Chávez é tão ruim para seu povo quanto os caquéticos irmãos Castro.

Fotos Fernando Cavalcanti
REPRESSÃO AOS SINDICATOS
Rubén González, sindicalista em Cidade Piar, organizou uma greve em agosto na Ferrominera Orinoco. Passou seis dias na cadeia e agora está em prisão domiciliar sob acusação de incitar a delinquência e fechar vias públicas. Um carro da polícia passa periodicamente em frente a sua casa. Se colocar os pés na rua, vai para o xadrez. “Meu crime foi defender os trabalhadores”, diz
NO ESCURO
Yaritagua, a 250 quilômetros de Caracas, sofre com dois apagões diários desde junho. Sem poder usar o ar-condicionado ou ver televisão, a família de Rafael Adan, 32 anos, passa parte das noites na calçada, conversando e olhando o fluxo de carros. Ele trabalha em uma funerária, ao lado de sua casa. “Muitas vezes não posso atender clientes porque não há luz”, diz
INVASÃO MILITAR
Em sua fazenda de 71 hectares na cidade de Barquisimeto, Oscar Martinez plantava milho e criava gado de corte. No fim de setembro, sua terra foi tomada pelo Exército. Atualmente, sua propriedade serve de base para integrantes de uma unidade da milícia campesina. Ali, eles recebem instrução militar e cantam hinos contra a “oligarquia”. “Estou pronto para o pior”, diz o proprietário rural

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chávez: EEUU dificulta ingreso de Venezuela al Mercosur

Posted by Ricardo en 1 agosto 2007 19:47

Claro. La CIA usó un clon de chávez para que este dijera ante el que quisiera escuchar que el parlamento brasileño no es más que una jaula de loros al servicio del imperialismo. Por supuesto que el no ingreso de Venezuela al Mercosur es culpa de los gringos, no de la lengua larga del prócer de Sabaneta:

Caracas.- El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, acusó hoy al gobierno de Estados Unidos por las dificultades que ha tenido para la adhesión plena al Mercosur, que aún espera la aprobación de los parlamentos de Brasil y Paraguay.

“Estoy seguro de que hay conciencia en Brasil, Argentina, Uruguay y Paraguay de que estamos sometidos a una intensa campaña que viene desde Washington, que no quiere que nosotros nos unamos”, dijo Chávez en un discurso durante un acto de entrega de créditos para viviendas, reseñó AFP.

“Estoy seguro de que esas dificultades son producto de las acciones del imperio, por dentro de Brasil, de Argentina, de Uruguay y Paraguay compran gente. Pagan muy bien, tienen periódicos y televisoras, tratan de confundir y meter miedo, chantajean”, prosiguió Chávez.

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Peres: "Senado debe postergar decisión"

Posted by Ricardo en 6 julio 2007 12:41

El Senador Jefferson Peres, del PDT (no exactamente parte de la “derecha” brasileña) pide que se postergue la decisión de confirmar a Venezuela en el Mercosur o no por 3 meses, a ver si el golpista-presidente cumple su palabra y se va:

Brasilia.- El senador Jefferson Peres, del Partido Democrático Laborista (PDT), que integra la coalición de gobierno en Brasil, pidió que se postergue por tres meses la votación sobre el ingreso de Venezuela al Mercosur.

El plazo propuesto por Peres es el mismo dado a los congresos de Brasil y Paraguay por el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, quien reclamó en duros términos las demoras de los trámites parlamentarios, citó Efe.

Según el senador, “sería extremadamente humillante (para el Congreso brasileño) discutir el protocolo de adhesión dentro del plazo fijado por el teniente coronel Chávez”.

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Chávez pidió al Mercosur apoyar cierre de RCTV

Posted by Ricardo en 28 mayo 2007 20:11

Pero los países del bloque se negaron:

Brasilia.- La cancillería brasileña se abstuvo hoy de comentar la decisión del presidente venezolano, Hugo Chávez, de no renovar la señal de la televisora RCTV, la más antigua de Venezuela y acusada de apoyar una intentona golpista en 2002.

Fuentes del gobierno brasileño recordaron, sin embargo, que los socios de Venezuela en el Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay) rechazaron durante una reunión de cancilleres la semana pasada en Asunción una petición venezolana para apoyar la iniciativa del gobierno frente a RCTV.

“Venezuela nos pidió emitir una nota de apoyo, pero el Mercosur no le dio respaldo a esa solicitud”, reseñó AFP.

El Mercosur rechazó en agosto una propuesta de Caracas que pretendía introducir en la agenda de derechos humanos de la región el control de contenidos de los medios de comunicación; el modelo era una la Ley de Responsabilidad Social en radio y TV aprobada por el gobierno de Chávez.

Una polémica entre Brasil y Venezuela sobre medios surgió en marzo pasado cuando el ministro brasileño de Comunicaciones, Helio Costa, declaró a la prensa que “televisión estatal es lo que Chávez hace, lo que se hace en Cuba, lo que se hacía en Polonia, en la antigua Unión Soviética”.

Costa dijo que “Chávez puede ser un líder carismático, pero hace una televisión pésima”.

El embajador de Venezuela en Brasilia, Julio García Montoya, calificó de “desatino político y diplomático” y de “insultantes” las declaraciones de Costa.

El canciller brasileño, Celso Amorim, llamó al orden a ambos y pidió “límites” al embajador.

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