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Posts Tagged ‘medios internacionales’

Corresponsal de CNN, ex-sandinista

Posted by Ricardo en 13 julio 2009 08:59

A pesar de lo que se lea en los foros repletos de idiotas, como Aporrea, CNN y su hija latina, CNN en Español, no son ni nunca han sido “pro-yankees”. Lo que sucede es que los radicales, cuando alguien para guardar apariencias no les dice exactamente lo que quieren oir, automáticamente ese alguien es “anti-revolucionaario”.

Un ejemplo es el background de la corresponsal de CNN en Español en Tegucigalpa, de nombre Krupskaia Alis. El hecho de que la bautizaran con el nombre de la mujer de Lenin, o que sus padres hayan sido comunistas, no la hace automáticamente una chavista o zelayista. Lo que sí es un problema es que haya sido funcionaria del gobierno sandinista del pedófilo, violador y chavista Daniel Ortega:

Tegucigalpa. Krupskaia Alis Rumazo, quien funge en la actualidad como corresponsal de CNN en Español, habría sido diplomática del gobierno sandinista y revolucionario de Daniel Ortega.

El fin de semana, a la redacción de EL HERALDO llegó un ejemplar del periódico oficial La Gaceta de Nicaragua, con fecha 23 de abril de 1990.

En este documento aparece el nombre de la periodista como parte de un grupo de embajadores y secretarios en el escalafón diplomático.

En la edición 78, en la que La Gaceta hace constar que es una “época revolucionaria”, Alis aparece ascendida como tercer secretaria.

El decreto, según esa versión, fue firmado por Daniel Ortega Saavedra, presidente de Nicaragua.

Hasta el momento CNN en Español no se ha pronunciado, tampoco lo ha hecho la corresponsal enviada al país.

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Honduras: Timeline of events (video)

Posted by Ricardo en 4 julio 2009 10:33

From Honduran daily El Heraldo. Click here to watch a video of the timeline of the country’s political crisis, in english.

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Corriere della sera: Muertos en Gaza no pasaron de 600

Posted by Ricardo en 4 febrero 2009 16:47

Una sóla muerte apenas es suficiente para lamentar. El número que la agencia de prensa los terroristas de Hamas habían divulgado, 1.330 muertos, seguramente suena más dramático que 600 (la mayoría terroristas). Se tragaron ese número todos los idiotas que no dudan en repetir como loros cualquier cosa que venga de un grupo anti-Israel o anti-Estados Unidos. Pedidos de disculpas? Mejor espere sentado. Lea el reporte del Corriere via JPost.

Cremonesi interviewed Gazans who echoed Israel’s insistence of how Hamas gunmen used civilians as human shields. One Gazan recalled civilians in Gaza shouting at Hamas and Islamic Jihad men, “Go away, go away from here! Do you want the Israelis to kill us all? Do you want our children to die under their bombs? Take your guns and missiles with you.”

“Traitors, collaborators with Israel, spies of Fatah, cowards! The soldiers of the holy war will punish you. And in any case you will all die, like us. Fighting the Zionist Jews we are all destined for paradise. Do you not wish to die with us?” the religious fanatics ofHamas reportedly responded.

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Israel en realidad no atacó escuela de la ONU

Posted by Ricardo en 4 febrero 2009 09:47

Una vez más la prensa internacional ha caído alegremente en el cuento de las Hermanitas de la Caridad de Hamas, y publicaron a ocho columnas, el pasado 6 de enero, que los malvados de Israel mataron a un gentío en un bombardeo dirigido a una escuela de la ONU (la más inutil ONG de la historia) en Gaza.

Alguien fue a investigar el hecho y descubrió (oh, sorpresa) que los morteros cayeron en una calle cerca de la tal escuela, y que dentro de esta no hubo heridos graves ni muertos. El propio representante de Hamas ante la ONU coordinador ‘humanitario’ de la ONU, Maxwell Gaylord, ha admitido esto.

Esto no me sorprende en absoluto. Tampoco me sorprende que no se lea un pedido de disculpas en ningún diario, desde el New York Times hasta el gratuito Metro. Hasta ahora, sólo Haaretz ha publicado algo al respecto.

UPDATE: Patrick Martin, del canadiense Globe and Mail, publicó el reportaje.

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Veja Entrevista: Yon Goicoechea

Posted by Ricardo en 3 junio 2008 12:11

Um jovem herói

O líder estudantil diz que a Venezuela precisa de menos
ideologia e mais pragmatismo para voltar a ser uma democracia


Camila Pereira

Germán Roig

“O debate ideológico tira o foco
da questão central: neste momento, quem se opõe a Chávez está lutando pela liberdade”

Apesar da pouca idade – apenas 23 anos –, o estudante de direito Yon Goicoechea é hoje um dos principais líderes de oposição ao governo do presidente Hugo Chávez na Venezuela. Sua atuação à frente do movimento estudantil foi considerada pelos observadores decisiva para a derrota de Chávez no referendo que lhe teria conferido mais poder e limitado ainda mais a liberdade dos venezuelanos. Por sua luta em prol da democracia, Goicoechea recebeu, no mês passado, um prêmio de 500 000 dólares do instituto americano Cato, sediado em Washington. Ameaçado de seqüestro e até de morte pelos chavistas, ele passou a tomar algumas medidas de segurança em seu dia-a-dia. Não sai mais à rua sozinho e troca o número do celular a cada quinze dias, para evitar ser grampeado. Ainda assim, vive com medo de ser vítima de um ato violento por parte do governo. Na entrevista que concedeu a VEJA, Goicoechea se revela uma voz destoante no movimento estudantil: critica o fato de tais movimentos receberem dinheiro do governo, tal qual no Brasil, e é contra invasões de reitoria como forma de protesto.

Veja – Você acaba de ganhar um prêmio nos Estados Unidos por lutar pela liberdade em seu país. Qual foi a reação do governo?
Goicoechea –O Ministério da Comunicação usou a televisão estatal para difundir a tese de que, ao conceder o prêmio a um opositor do regime, os Estados Unidos estariam fazendo uma nova tentativa de desestabilizar os governos na América Latina. Uma baboseira ideológica que choca, antes de tudo, pelo anacronismo.

Veja – Qual é sua opinião sobre esse antiamericanismo?
Goicoechea – É inaceitável o fato de a filosofia antiamericanista ainda ter espaço num momento em que os países estão cada vez mais próximos uns dos outros. Enquanto eles se abrem e claramente se beneficiam disso, a Venezuela está isolada do mundo. Também não dá para entender de onde vem tanto ódio contra um modelo que, afinal, deu certo. Fiz palestras em Harvard e Georgetown, ambas nos Estados Unidos, e vi de perto como funcionam algumas das melhores universidades do mundo. Devemos é aprender com os americanos, em vez de repudiá-los. Repare que há muito pouco de objetivo nas críticas feitas por Chávez aos Estados Unidos – são pura retórica. Adoraria ver os venezuelanos vivendo tão bem quanto os americanos.

Veja – Você costuma ser criticado por outros estudantes ao defender tais idéias?
Goicoechea –Sim, o tempo todo. Essas críticas vêm de uma minoria de estudantes que ainda apóia Chávez. Estão motivados, basicamente, por um discurso ideológico de esquerda. Segundo esses estudantes, eu seria um típico representante da direita. Com uma discussão tão ultrapassada, eles deixam de prestar atenção na questão central: quem se opõe ao governo Chávez está lutando pela possibilidade de qualquer venezuelano defender o que bem entenda e acreditar nisso sem que seja punido, como é comum hoje. Para superar um cenário tão atrasado, é preciso pragmatismo – e a insistência no debate ideológico só atrapalha.

Veja – Líderes estudantis brasileiros, sobretudo aqueles ligadas à União Nacional dos Estudantes (UNE), já declararam apoio incondicional ao presidente Hugo Chávez. Eles também estão sendo mais ideológicos do que pragmáticos?
Goicoechea –Sem dúvida. Acho indefensável que haja no movimento estudantil brasileiro líderes que saiam em defesa das práticas autoritárias do governo venezuelano. Prefiro acreditar que eles fizeram isso por um profundo desconhecimento das reformas propostas por Chávez. Se estivessem mais bem informados, esses estudantes brasileiros não teriam tomado uma posição que vai de encontro à diversidade de opiniões e às liberdades individuais. Como ser a favor de reformas que tirariam das pessoas direitos tão básicos, como o de escolher seus governantes e até o de optar pela profissão que desejam seguir? Não faz nenhum sentido que estudantes tenham simpatia por tais idéias.

Veja – Você chegou a receber alguma manifestação de apoio de movimentos estudantis brasileiros?
Goicoechea –Nenhuma. Mas teria sido de grande ajuda. A pressão internacional contra Chávez pode exercer um papel fundamental para que a Venezuela se torne, de novo, uma democracia. Infelizmente, alguns líderes estudantis na América Latina, assim como o meio acadêmico de modo geral, estão paralisados pelo discurso ideológico. Perdem tempo discutindo Karl Marx e idéias superadas ao longo dos séculos, quando poderiam estar lutando por questões mais práticas e relevantes. Esse debate velho não faz mais sentido em nenhum lugar do mundo – muito menos na Venezuela, onde falta um artigo de primeira necessidade: a liberdade de expressão.

Veja – No Brasil, os estudantes costumam invadir reitorias como forma de protesto. Você concorda?
Goicoechea –Não. Numa democracia como a brasileira, há instituições suficientemente sólidas para resolver os impasses, e é preciso recorrer a elas. A ordem e o respeito à lei não são princípios apenas desejáveis, mas absolutamente necessários nas sociedades modernas. Até mesmo num governo autoritário como o da Venezuela, em que as instituições são menos transparentes e inoperantes, acho que manifestações tão extremas a ponto de ser ilegais devem funcionar apenas como último recurso.

Veja – Que tipo de represália você sofreu por parte do governo quando começou a liderar movimentos antichavistas?
Goicoechea –Foram tantas que perdi a conta. Recebi telefonemas em casa com ameaças de seqüestro e até de morte. Isso se estendeu à minha família. Também já apanhei no meio da rua. No ano passado, durante uma assembléia para discutir as reformas propostas por Chávez, alguns estudantes que apoiavam o governo me agrediram. O que era para ser um debate como qualquer outro se tornou uma demonstração de intolerância. Acabei no hospital com um olho roxo e o nariz machucado. Em outra ocasião, colocaram um explosivo no palco em que eu discursava. Eles fazem isso para me assustar, e às vezes conseguem. Não dá para não ter medo de morrer numa situação como a atual. Meus familiares vivem apavorados com a idéia de que algo pior possa acontecer comigo. Por mais de uma vez, minha mãe via televisão quando foi surpreendida com cenas em que eu era alvo de agressões em plena luz do dia.

Veja – Em geral, quem são os agressores?
Goicoechea –Pessoas ligadas a alguns dos grupos radicais de apoio a Chávez. Eles praticam a violação dos direitos humanos na Venezuela sem nenhuma espécie de pudor. Minha situação piora com a propaganda negativa que o governo faz contra mim em jornais, rádios e na televisão. Já me chamaram de tudo: de fascista, inimigo da pátria, colaborador da ultradireita e até de títere do império americano. Em meu país, sou tratado pelo governo como um péssimo exemplo.

Veja – Como você se protege?
Goicoechea –Jamais fico sozinho em lugares públicos. Troco o número do meu celular a cada quinze dias e não tenho mais telefone fixo, para evitar ser grampeado. Em momentos mais tensos, como nas semanas que antecederam a votação do referendo de Chávez, deixei de dormir em casa. A cada noite, pedia asilo a um amigo diferente. Viver assim não é exatamente bom, mas sei que não exagero ao tomar medidas em prol da minha segurança.

Veja – Você pensa em deixar a Venezuela e morar em outro país?
Goicoechea –Não. Depois da II Guerra, meu avô fugiu do caos em que estava a Espanha para tentar uma vida melhor na Venezuela. Com o passar dos anos, a Espanha se tornou próspera e meu avô sofreu muito com o fato de não ter estado lá para ver essas mudanças e participar delas. Guardadas as devidas diferenças históricas, a Venezuela é hoje, também, uma espécie de terra arrasada. Posso soar idealista, mas não quero jamais sentir a mesma frustração de meu avô, ainda que toda essa repressão me atinja tão diretamente.

Veja – O governo interfere nas universidades da Venezuela?
Goicoechea –Ele tenta o tempo todo. Algumas universidades já são diretamente controladas pelo governo. Nelas, todos os reitores e diretores são pró-Chávez e chegaram lá por indicação política. É o caso da Universidade Bolivariana, uma invenção do próprio Chávez, e da Unefa, comandada pelas Forças Armadas. Essas instituições sofrem pressão do governo. Alunos e professores têm medo de emitir opiniões que possam ser mal interpretadas pelas autoridades e resultem em expulsões, demissões e outras represálias. Fazer oposição a Chávez numa dessas universidades é algo impensável. Felizmente, elas ainda são a minoria na Venezuela. Mas o número pode aumentar.

Veja – Por que você diz isso?
Goicoechea – O governo lançou recentemente uma proposta inacreditável. Chávez quer que o processo de seleção nas universidades passe a ser comandado pelo Ministério da Educação. Na prática, isso significa que só os estudantes alinhados com o governo teriam acesso à educação superior. Não acredito que os chavistas consigam emplacar esse projeto. De todo modo, é assustador. O governo também tentou implantar uma cartilha própria nas escolas, mas fracassou.

Veja – Como era exatamente essa cartilha?
Goicoechea – Profundamente ideologizada e xenófoba. O objetivo declarado da cartilha era formar “o novo homem socialista”, nas palavras do próprio Chávez. Ela incentivava as crianças a entoar canções a Simon Bolívar, o herói da independência nacional, e a odiar os colonizadores europeus. Também apagava alguns capítulos da história desfavoráveis a Hugo Chávez e alimentava a admiração aos movimentos que resultaram em ditaduras comunistas, como os da Coréia do Norte e de Cuba. Um absurdo atrás do outro. Mas essa Chávez não conseguiu levar adiante.

Veja – Você conhece muita gente que vive com medo do governo na Venezuela?
Goicoechea –Isso é muito comum. No serviço público, por exemplo, é preciso dar a toda hora manifestações explícitas de apoio ao governo para manter o emprego. Isso acontece de diversas maneiras. Conheço pessoas que já foram várias vezes forçadas a participar de atos públicos em favor de Chávez. Nessas ocasiões, elas sabem que, caso não compareçam, acabarão demitidas. Vão, portanto, porque precisam do trabalho. Essa é uma forma de coerção brutal. Quem recebe benefícios sociais do governo sofre algo parecido. O pré-requisito básico para ter acesso a qualquer um deles é o mesmo: apoiar incondicionalmente Hugo Chávez. Hoje, quem faz oposição ao governo na Venezuela paga um preço alto por isso.

Veja – De onde vem o dinheiro para manter o movimento estudantil que você comanda?
Goicoechea –Da contribuição mensal dos estudantes e de empresas do setor privado. Elas dão dinheiro por meio de uma fundação mantida pelo próprio movimento estudantil. Do governo, evidentemente, não vem nem um centavo. É claro que isso tem uma relação direta com o fato de o movimento ser de oposição a Chávez. Mas, mesmo que o governo quisesse nos ajudar financeiramente, eu seria absolutamente contra.

Veja – Por quê?
Goicoechea –Não acho apropriado para um movimento estudantil manter uma relação tão estreita com o governo. Por definição, uma organização dessa natureza precisa ser independente. Do contrário, dificilmente fará um trabalho sério. Às vezes, os estudantes precisam se colocar contra o governo, como acontece hoje na Venezuela. Com uma relação financeira estabelecida entre as duas partes, a isenção fica naturalmente comprometida.

Veja – No Brasil, uma parte do orçamento da UNE vem do governo…
Goicoechea –Para mim, está claro que esse é um modelo fadado ao fracasso. Se fosse estudante no Brasil, faria uma reflexão sobre isso.

Veja – Você está pessimista em relação à situação na Venezuela?
Goicoechea –É preciso fazer um esforço diário para renovar o otimismo. Enxergo, no entanto, alguns sinais positivos no horizonte. Estudantes que antes não se manifestavam têm me procurado dizendo que, diante de tanto obscurantismo, resolveram protestar ativamente. Isso fortalece o movimento. Outro dado bom diz respeito ao surgimento de lideranças no governo dispostas a respeitar as leis e a dialogar com a oposição. É, pelo menos, um começo.

Veja – O que você vai fazer com o prêmio de 500 000 dólares que acaba de receber?
Goicoechea –Investir numa escola em Caracas para capacitar líderes. A idéia é ajudar a formar uma juventude com a mentalidade mais aberta e, antes de tudo, voltada para temas minimamente relevantes. É o contrário do que se passa na Venezuela e em tantos outros países da América Latina – todos com uma forte inclinação para assuntos já sepultados pela própria história. Fico angustiado ao ver como questões tão ultrapassadas e ideológicas impedem as pessoas, ainda hoje, de aspirar a uma sociedade mais moderna.

Posted in medios internacionales | Etiquetado: , , , , | Comentarios desactivados en Veja Entrevista: Yon Goicoechea

El bufón de América

Posted by Ricardo en 12 abril 2008 13:27

Entrevista: Marco Antonio Villa
O bufão da américa

Historiador diz que Hugo Chávez, presidente da
Venezuela, é perigoso por ser ambicioso e imprevisível


Duda Teixeira

Roberto Setton

“Se Lula tivesse sido presidente
na República Velha, o Acre seria
dos bolivianos e Santa Catarina,
dos argentinos”

O historiador Marco Antonio Villa já escreveu 21 livros, com temas que variam da Idade Média à Revolução Mexicana. Ao investir contra mitos da história nacional em suas obras e artigos, esse professor da Universidade Federal de São Carlos colecionou polêmicas e fez dezenas de inimigos. Sete anos atrás, tornou-se persona non grata no estado de Minas Gerais ao sustentar que Tiradentes foi um herói construído pelos republicanos. Mais tarde, causou comoção ao escrever que o presidente João Goulart, deposto pelos militares em 1964, preparava o próprio golpe de estado para obter a reeleição. “Os historiadores costumam ter receio de polêmicas, mas é com elas que se transforma a visão de mundo de uma sociedade”, diz Villa, que tem 52 anos. Estudioso da diplomacia brasileira, ele vê com preocupação o sumiço da linha de diplomacia cunhada pelo barão do Rio Branco. “O barão profissionalizou o Itamaraty, que passou a atuar em busca dos interesses do país, e não de um governo ou partido.” Em sua casa na Zona Norte de São Paulo, o historiador deu a seguinte entrevista a VEJA.

Veja – Como o senhor avalia a atual diplomacia brasileira?
Villa – Nossa diplomacia se esquiva de defender os interesses nacionais na América Latina. Teima sempre em chegar a um acordo e, como não consegue, acaba cedendo aos vizinhos. Se Lula tivesse sido presidente na República Velha, o Acre seria hoje dos bolivianos e Santa Catarina, dos argentinos. Por aqui se pensa que o Brasil não pode ter interesses nacionais ou econômicos na América do Sul, uma vez que estamos em busca de uma integração regional. É um equívoco. Os interesses do Brasil não são os mesmos da Argentina. Os objetivos do Paraguai não são os do Brasil. A linguagem amena, educada, usada pelos nossos diplomatas apenas tem fortalecido os caudilhos da região, como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales, que se acham com autoridade para falar ainda mais grosso e aumentar as exigências.

Veja – A diplomacia brasileira não era assim no passado?
Villa – Não. No fim do século XIX, a Argentina reivindicou o oeste do Paraná e de Santa Catarina. Não fazia o menor sentido. O presidente Prudente de Moraes, com a ajuda do barão do Rio Branco, resolveu a questão e evitou a doação da área. Não perdemos um hectare de terra. O barão sabia quais eram os interesses nacionais e os defendia. Além disso, profissionalizou o Itamaraty, que passou a coordenar uma política em nome do país, e não de um governo ou partido. Hoje, precisamos urgentemente que o barão do Rio Branco se incorpore no ministro das Relações Exteriores.

Veja – O Brasil cede sempre?
Villa – Só não o fazemos quando é impossível. Em negociações recentes com a argentina Cristina Kirchner e com Evo Morales, a Petrobras recusou-se a fornecer gás para a Argentina, que vive sob ameaça de um apagão. Se cedesse, o Brasil teria um grave desabastecimento. Nos outros casos, somos sempre fregueses. O Brasil já sofreu no passado uma invasão de produtos argentinos e ninguém reclamou. Quando a situação se inverteu e a balança comercial tornou-se superavitária para o Brasil, os argentinos chiaram e conseguiram o que queriam. Com a Bolívia, aceitamos uma indenização simbólica pelas refinarias nacionalizadas, a um valor muito aquém do que foi investido pela Petrobras. Com Hugo Chávez, falamos sempre “não” na primeira hora, depois dizemos “sim”. Éramos contra o Banco do Sul. Hoje somos a favor. Fazemos o oposto do que recomendava Vladimir Lenin, para quem era preciso dar um passo atrás e depois dois para a frente. A diplomacia nacional dá um para a frente e dois para trás.

Veja – Deportar turistas espanhóis é uma resposta inteligente à repatriação de brasileiros que tentavam ir para a Espanha?
Villa – Foi um exagero. A política externa não é para ficar a cargo de um funcionário da Polícia Federal. As cenas dos espanhóis sendo deportados no aeroporto de Fortaleza são absurdas. Uma coisa é um turista que vai para Jericoacoara, outra é um brasileiro que, supostamente ou não, deseja trabalhar na Espanha. Quando faz diplomacia com a Europa, os Estados Unidos ou a Ásia, o Brasil tem sido muito agressivo. É como se o esforço para se afirmar como país, uma vez que não se realiza na América Latina, fosse todo desviado para os fóruns em outros continentes. Ser duro com um turista espanhol é fácil. Quero ver ser duro com Hugo Chávez.

Veja – Chávez é o grande líder da América Latina?
Villa – Quando se olha o que ocorre com os mais de vinte países da região, não há dúvida disso. Com a alta do preço do petróleo, Chávez construiu uma sólida rede de alianças. Foi uma sucessão de vitórias. Tem o apoio de Cuba, Nicarágua, Equador, Bolívia, Argentina. Quem está do lado do Brasil? Ninguém. Chávez é um ator que faz um monólogo. Eventualmente alguém da platéia sobe no palco e participa. O show é dele. Ele determina o que vai ser discutido e como. Os outros só correm atrás. Os países que estão se aproximando do Brasil, como Paraguai e Peru, fazem isso apenas porque não tiveram ainda um estabelecimento de relações com a Venezuela. A história talvez comece a mudar agora. Não por obra de Lula, evidentemente, e sim de Álvaro Uribe, o presidente colombiano. Graças a ele, Chávez teve sua primeira derrota em política externa. A reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), que colocou panos quentes na discussão que se seguiu à morte do terrorista Raúl Reyes, pode sinalizar um futuro diferente.

Veja – Por que o senhor considera que Chávez perdeu?
Villa – Chávez é um caudilho e, como tal, precisa de um palanque para discursar. Quando reagiu com firmeza à morte de Raúl Reyes no Equador, ganhou um palco considerável. Só que durou pouquíssimo tempo. A solução rápida e eficaz do problema pela OEA, que estava sumida do mapa, tirou essa oportunidade dele. Chávez resignou-se porque a maioria dos países apoiou a resolução final, que condenava a invasão territorial no Equador e ao mesmo tempo acusava a presença das Farc naquele país. Uribe, ao pautar as negociações que esfriaram o conflito, mostrou que é possível dar um basta a Chávez. Sua atitude terá um impacto pedagógico até mesmo dentro da Venezuela, onde o povo tem aceitado as precárias condições internas do país ao ver que, externamente, seu presidente só obtém vitórias. Chávez teve sua primeira grande derrota no referendo constitucional. Agora, teve a segunda derrota, dessa vez em política externa.

Veja – Por que o discurso é tão importante para um caudilho?
Villa – Um caudilho não vive sem a oratória. O programa dominical Aló Presidente é o que vitamina Chávez. Fidel Castro adora discursar por horas. O mexicano Antonio López de Santa Anna foi ditador várias vezes, afundou seu país e, ferido e pensando que ia morrer, ditou suas últimas palavras. Foram quinze páginas. No fim, sobreviveu com uma perna amputada, que sepultou com honras militares. A oratória é uma tradição latino-americana, que ocorre paralelamente à dissociação entre discurso e prática. Para esses homens e para as suas platéias, é como se as palavras, sozinhas, tivessem um poder de mudar a realidade. Pura bobagem. Não existe tal mágica. Lula também aposta nesse artifício. Acha que ao divulgar o programa do PAC pode transformar o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em um bairro residencial em seis meses. Para os sucessores, a herança desse tipo de comportamento é terrível.

Veja – Por que os latino-americanos possuem o vício da oratória?
Villa – Em parte, há na América Latina uma forte tradição do bacharelismo. Muitos dos presidentes passaram por faculdades de direito. No Brasil, Getúlio Vargas e Jânio Quadros são exemplos. Epitácio Pessoa era chamado de “A Patativa do Norte”, em referência a uma ave cantora. Fidel Castro foi advogado. O argentino Juan Domingo Perón não era, mas a maioria dos seus auxiliares, sim. Para um advogado, o que importa não é a legitimidade da causa, mas o nível de retórica do advogado para defender seu acusado. Somos muito marcados por isso.

Veja – Qual é o maior perigo de Chávez para o resto da América Latina?
Villa – Ele está armando seu Exército e sua população. Compra fuzis, caças e faz acordos com o Irã. Ninguém parece levar isso a sério. A diplomacia brasileira sabe disso e vai contornando a situação. Uma hora Chávez vai invadir a Guiana. Ele reivindica quase dois terços do território desse país. Para Chávez, a Guiana é uma aventura fácil. E quem vai defendê-la? O que a Guiana conta na América do Sul? Nada.

Veja – Chávez reagiu ao ataque colombiano às Farc no Equador com um discurso em defesa da soberania nacional. Ele invadiria a Guiana?
Villa – Chávez é um bufão. Ele construiu um personagem. É um militar de boina vermelha que se emociona, chora e canta em público. Em um momento é simpático. No minuto seguinte, aparece totalmente irado. O bufão é isso. Nunca se podem prever suas atitudes. Pode abraçar um crítico ou mandá-lo para a prisão. Suas atitudes não se regem pelo mundo racional. O bufão trabalha em outro universo.

Veja – Por que Chávez defende as Farc?
Villa – Seu objetivo é enfraquecer Álvaro Uribe. Chávez vê de forma simplista a conjuntura latino-americana. O mundo para ele se divide de uma maneira muito primária: os que estão com ele e os que estão com os Estados Unidos. Considera que o presidente da Colômbia é um agente imperialista na América do Sul. O combate às Farc tem sido uma das mais fortes bandeiras de Uribe.

Veja – É legítimo usar grupos armados ou políticos de outros países para causar instabilidade?
Villa – Há uma incompatibilidade em defender a soberania e apoiar materialmente um movimento terrorista em um país vizinho. No Brasil, tivemos uma história parecida. No governo de João Goulart, as Ligas Camponesas tinham meia dúzia de campos guerrilheiros e contavam com o apoio financeiro cubano. Quando se descobriram os campos, foi um escândalo. Vivíamos um regime democrático e o governo brasileiro manifestava-se contrário à expulsão de Cuba da OEA, enquanto Cuba violava a soberania brasileira apoiando um movimento guerrilheiro que rompia com a legalidade constitucional. A defesa da soberania só valia para os cubanos. Eu imaginava que essa prática de violação da soberania fosse página virada da história latino-americana. Ledo engano.

Veja – Chávez foi o grande pacificador do conflito entre Colômbia e Equador, como disse Lula?
Villa – Não há nenhum fato que comprove isso. Os documentos que estavam no computador do guerrilheiro Raúl Reyes ainda mostram que Chávez apoiava financeiramente as Farc e também recebia ajuda dos narcoterroristas. Isso não tem nada a ver com paz. Lula não tinha por que falar isso. Diz essas asneiras porque está em um momento especial. A economia vai muito bem, o que levou Lula a entender que ganhou um salvo-conduto para reescrever a história do Brasil. Discursou homenageando Severino Cavalcanti, que renunciou quando se comprovou que ele recebia um mensalinho de 10 000 reais para deixar um restaurante funcionando na Câmara dos Deputados. Dois dias depois, defendeu sua amizade com Renan Calheiros, que teve suas contas pessoais pagas por um lobista. Quando falou de Chávez, Lula disse que ele era um ex-guerrilheiro. Lula sabe que essas coisas não são verdade. Não é ingênuo e é bem assessorado. Mas fala como se fosse um iluminado. É um líder messiânico em plena campanha eleitoral. Os professores de história devem estar arrepiados.

Veja – Qual é a importância do Foro de São Paulo na condução da política externa brasileira?
Villa – O Foro de São Paulo é um clube da terceira idade. Basta ver as fotos. São senhores em idade provecta, como se dizia antigamente. São provectos também no sentido ideológico. Suas idéias pertencem ao passado. Não creio que tenham uma estratégia revolucionária para a América Latina tal como foi a Internacional Comunista. Durante o período da União Soviética, os partidos comunistas espalhados pelo mundo eram braços da política externa soviética. O Foro de São Paulo não tem esse poder. Sua maior influência se dá pela pessoa de Marco Aurélio Garcia, assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, que tem grande participação no Foro.

Veja – Qual é a relevância de Marco Aurélio Garcia nas relações externas?
Villa – Desde o início da República, não há registro de um assessor com tanto poder como ele. Garcia aparece nas fotos quase sempre atrás de Lula. Dá pronunciamentos em pé de igualdade com o ministro das Relações Exteriores ou o secretário-geral do Itamaraty. Marco Aurélio Garcia é considerado um grande acadêmico, um gênio, uma referência para qualquer estudo sobre relações internacionais na América Latina. Curioso é que não se conhece nenhuma nota de rodapé que ele tenha escrito sobre o tema. Fui procurar seu currículo na plataforma Lattes, do CNPq. Não há nada sobre ele. Marco Aurélio Garcia é o Pacheco das relações internacionais.

Veja – Quem é o Pacheco?
Villa – É um personagem de Eça de Queiroz que aparece no livro A Correspondência de Fradique Mendes. Pacheco era um sujeito tido como brilhante. No primeiro ano de Coimbra, as pessoas achavam estranho um estudante andar pela universidade carregando grossos volumes. No segundo ano, ele começou a ficar mais calvo e se sentava na primeira carteira. Começaram a achar que ele era muito inteligente, porque fazia uma cara muito pensativa durante as aulas e, vez por outra, folheava os tais volumes. No quarto ano, Portugal todo já sabia que havia um grande talento em Coimbra. Era o Pacheco. Virou deputado, ministro e primeiro-ministro. Quando morreu, a pátria toda chorou. Os jornalistas foram estudar sua biografia e viram que ele não tinha feito nada. Era uma fraude.

Veja – Que conseqüências a política externa do Brasil pode ter no futuro?
Villa – Pela primeira vez na história do país existe a possibilidade de a política externa tornar-se tema de eleição. Seria algo realmente inédito que, para acontecer, só depende de como Chávez vai agir nos próximos anos. As concessões dadas à Bolívia, os diversos acordos com Chávez e a recusa em classificar as Farc como um grupo terrorista estão provocando muita crítica dentro do Brasil e podem juntar-se em um único e potente tema central na próxima campanha presidencial.

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Diario Perfil: La Familia Real

Posted by Ricardo en 10 marzo 2008 12:58

Artículo escrito por Jorge Fontevecchia, retrata el background de Ego Chávez y el resto de la realeza chavista:

(…)el doctor Edmundo Chirinos, ex rector de la Universidad Central de Venezuela, que asistió a Chávez como psiquiatra de oficio cuando en 1992 estuvo en prisión dos años por su frustrado golpe de Estado, y luego lo asesoró durante su segundo divorcio, fue enfático con el diagnóstico del Presidente: “Necesita ser idolatrado, es narcisista”. El perfil psicológico de Chávez arroja que “es impulsivo y temperamental; hipersensible a las críticas, prefiere rodearse de obsecuentes; muy desordenado en el ámbito administrativo, suele ser impuntual. Canta, recita poemas, domina la ironía, es muy aficionado al béisbol y mujeriego. Busca ser respetado y temido a la vez, posee gran astucia pero puede llegar a la temeridad. De pensamiento errático, es impredecible en sus actos; trata pésimo a sus subordinados para demostrar poder frente a ellos y los otros, y no obstante reconoce sus errores, luego vuelve a cometerlos. En la confrontación con Estados Unidos subyace alguna forma de egolatría: desafiar a Bush, por ejemplo, es también una manera de ponerse en el mismo plano. Es demagogo y autoritario”. Como quien ordena un delivery de pizza, dijo Chávez el lunes pasado por TV: “señor ministro de Defensa, mándeme diez batallones a la frontera con Colombia”. Y al día siguiente, declaró: “la confrontación con Estados Unidos es inevitable”(…)

¿Qué casting mejor que éste para una remake de Macondo? Pero todavía queda un protagonista más, en este caso post mórtem Comodoro Py: el bisabuelo del presidente, “Maisanta”, un famoso asesino cuyo fantasma marcó tres generaciones con el sello de una estirpe maldita, como la de los Buendía fundadores de Macondo en Cien años de soledad. En 1895, con sólo 15 años, Maisanta habría matado al coronel Pedro Macías, para preservar la honra de su familia, porque había embarazado a su hermana Petra Pérez Delgado. Su madre habría sido quien lo indujo a la venganza. Tras ese bautismo de fuego no paró y ya adulto era “conocido como el temible ‘general’ Maisanta que asaltaba cuarteles y palacios gubernamentales con sus Centauros… la muerte era su compañera de viaje”. Según cuenta toda la familia, el niño Hugo Chávez escuchaba esas historias en boca de su abuela y siempre pedía más.

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Bananas

Posted by Ricardo en 6 marzo 2008 16:23

Parece mentira, pero a estas alturas del juego aún son raros los artículos sin desperdicio sobre el chavismo. Aquí en Brasil puedo contar con los dedos de una mano los periodistas que entienden al cien por cien de qué se trata el chavismo y su líder máximo.

Hoy he tenido una grata sorpresa con Sérgio Malbergier, quien escribe en el diario Folha de São Paulo sobre las Farc y el conflicto Colombia-Ecuador-Venezuela:

Mas seu combustível não é mais a ideologia mofada e decrépita do comunismo guerrilheiro, e sim o dinheiro do narcotráfico e da extorsão via seqüestros, sem mencionar as acusações de ajuda logística e financeira de governos vizinhos simpatizantes.

As Farc (Narc?) seqüestram, torturam e atacam populações civis além de cobrar sua gorda parte dos traficantes de coca. Que tenham apoio de parte da esquerda que se diz humanista é uma contradição chocante. Já o apoio explícito de Hugo Chávez, o petrocaudilho venezuelano, é coerente.

As Farc são muito úteis ao projeto chavista. Ele aposta no confronto, na divisão do continente, um projeto oposto ao do Brasil, com quem compete pela liderança regional. Enquanto Brasília quer liderar a América do Sul via união política e econômica fincada na democracia, Chávez busca a liderança via divisão e beligerância.

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Naranjo: Chávez le dió US$300 millones a la guerrilla

Posted by Ricardo en 3 marzo 2008 19:05

Pruebas fotográficas de vínculos de Venezuela y Ecuador con las Farc reveló gobierno de Colombia

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El director de la Policía, general Óscar Naranjo, denunció que el gobierno de Venezuela ha aportado 300 millones de dólares a la guerrilla.

También reveló que el Gobierno solicitará a la OEA que realice un peritazgo técnico a los computadores hallados a ‘Reyes’ para que certifique la veracidad de la información que ha trascendido.

Naranjo también comentó que entre los documentos hallados hay información sobre la compra de las Farc de 50 kilos de uranio y de la venta de 700 kilogramos de cocaína, por un valor de 1,5 millones de dólares.

Entre los documentos se incluyó la correspondencia de Luis Devía, alias ”Raúl Reyes”, muerto el sábado por unidades militares y en cuyos computadores se encontraron los documentos, en la que destaca el agradecimiento de Chávez por la ayuda recibida cuando estaba en prisión, en 1992, después de intentar un golpe de estado, por 100 millones de pesos (unos 50.000 dólares a la tasa de cambio).

Naranjo dijo que entre la documentación estaba también una del comandante Luciano Marín, alias Iván Márquez, miembro de la dirección de las FARC, dirigida en febrero pasado a sus otros colegas y en la que habla del ”financiamiento de Venezuela a las Farc por 300 millones de dólares”.

Horas antes el Gobierno de Colombia había anunciado que no se movilizarán tropas a las fronteras con Ecuador o Venezuela para contrarrestar las movilizaciones de material bélico y hombres desde ambos países hacia sus respectivas fronteras con Colombia.

El Gobierno colombiano acudirá a la OEA y a la ONU para denunciar el apoyo que los gobiernos de ambos países les brindan a las Farc, señaló una declaración expedida a las 11 de la mañana por la Casa de Nariño.

De acuerdo con el comunicado expedido por la Presidencia, los acuerdos que puedan existir entre esos dos estados y una organización que es calificada como terrorista “violan la normatividad internacional en su prohibición a los países de albergar terroristas”.

De acuerdo con ese mismo comunicado, no se van a adoptar medidas para responder al anuncio del presidente de Venezuela, Hugo Chávez, de movilizar 10 batallones a la frontera con Colombia.

Según esas fuentes, las operaciones que adelantan las Fuerzas Militares de Colombia son contra la subversión y no contra ningún Estado.

A las 11 de la mañana de este lunes está previsto el inicio de un nuevo consejo de seguridad en la Casa de Nariño encabezado por el Presidente Álvaro Uribe y con la presencia del ministro de Defensa y el alto mando militar, para analizar la crisis diplomática que se desató con Ecuador tras la incursión colombiana que terminó con la muerte de Raúl Reyes en la frontera.

De otro lado, se anunció que la información que fue hallada en los computadores de ‘Raúl Reyes’ será sometida a un riguroso análisis de expertos internacionales independientes que podrán dar fe de la veracidad de su contenido.

Vínculos de gobierno ecuatoriano con las Farc denuncia Colombia, y pide explicaciones

El director de la Policía, general Óscar Naranjo, reveló anoche documentos preliminares en los que ‘Raúl Reyes’ tiene contactos con el ministro de Seguridad Interior del vecino país, Gustavo Larrea.

Uno de esos documentos dados a conocer por el alto oficial reza textualmente: “Atendimos visita del ministro de Seguridad de Ecuador, Gustavo Larrea, en adelante Juan, quien a nombre del presidente Correa, trajo saludos para el camarada Manuel”.

Más adelante, Reyes afirma que en Ecuador “están dispuestos a cambiar mandos de la fuerza pública de comportamiento hostil con las comunidades y civiles de la zona, para lo cual solicitan nuestro aporte con información”.

Además, Larrea habría solicitado, según el archivo, “un aporte que impulse su gestión a favor del canje, que puede ser entregarle al presidente Correa el hijo del profesor Moncayo o algo que permita dinamizar su labor política”.

En el segundo documento, fechado el 28 de febrero de este año, ‘Reyes’ “resume” los resultados de una reunión con el “emisario del presidente Correa” quien “solicita conversar personalmente con el Secretariado en Quito. Ofrece garantías y transporte desde la frontera hasta el lugar de encuentro”.

Y a renglón seguido, dice que el “emisario” queda a la espera de “nuestra respuesta en el menor tiempo posible indicando fecha”.

Además, dice ‘Reyes’, el representante pide que le permitan explicar el “Plan Ecuador con el que pretente contra restar (sic.) los dañinos efectos del Plan Colombia (…) Nos piden cursos de organización de masas para nativos de la frontera. Los que luego serán encargados por el gobierno de coordinar con las Farc el trabajo fronterizo”.

Los archivos, que fueron calificados como “contundentes”, los encontró la Fuerza Pública en tres computadores tras la acción militar que terminó con la muerte de ‘Raúl Reyes’.

El general Naranjo reveló, además, que en el archivo, que tiene formato de acta, ‘Reyes’ consigna: “Larrea, en nombre del presidente Correa tiene interés en oficializar las relaciones con las Farc”.

Para el director de la Policía Naional, los hallazgos son muy graves en cuanto afectan la seguridad colombiana”.

Este mismo domingo por la noche, a través de su oficial de prensa Edmundo Carrera, el ministro de Seguridad Interna y Externa ecuatoriano, Gustavo Larrea, señaló a la agencia AP que ”lo dicho es una mentira, ellos (Colombia) tratan de tapar lo que hicieron” en alusión a los documentos exhibidos por Naranjo.

”Lo vamos a aclarar”, añadió Larrea en entrevista telefónica.

Nueva jugada en el intercambio

En los documentos encontrados a ‘Raúl Reyes’ se halló la propuesta de entregarle a Chávez tanto los secuestrados por las Farc como los guerrilleros presos, mientras se hace un acuerdo humanitario con Uribe.

“Considero que ha llegado el momento de lanzar la propuesta (…) de solicitar al gobierno de Venezuela recibir los prisioneros en poder de las dos partes hasta cuando se firme el canje”, dice un aparte del documento de ‘Reyes’.

La idea, según el jefe guerrillero, es promover que “otros gobiernos amigos” les den el estatus de beligerancia.

En otra comunicación más reciente, del pasado 28 de febrero, el miembro del secretariado asegura que con la liberación unilateral de secuestrados las Farc se quitan “varias cargas de encima” y afianzan su política “frente al Presidente Chávez”.

Después se refiere a que les preocupan las últimas declaraciones del liberado Luis Eladio Pérez sobre la situación de Íngrid. De hecho, la ven a ella como “el punto negro” y agregan que ” es grosera y provocadora con los que la cuidan”.

Correa no aceptó excusas del Canciller colombiano

Pocas horas antes de que el general Naranjo diera a conocer el contenido de los documentos incautados en el campamento en que murió ‘Raúl Reyes’, el presidente ecuatoriano Rafael Correa no aceptó las excusas que presentó el ministro de Relaciones Exteriores de Colombia, Fernando Araújo.

El mandatario ecuatoriano dijo que la operación militar de las Fuerzas Especiales que terminó con la muerte de ‘Reyes’ en ese país “es la más grave, artera y verificada agresión” contra su país.

Y añadió: “No aceptaremos que a pretexto del combate a lo que ellos llamen terrorismo se impriman doctrinas de irrespeto a la soberanía de los estados”.

“He decidido también la expulsión inmediata del embajador de Colombia en Ecuador (Carlos Holguín), y también he solicitado la inmediata convocatoria del Consejo permanente de la OEA y de la CAN”, dijo Correa en un mensaje a la nación.

Asimismo, “he ordenado la movilización de tropas a la frontera norte y he convocado de urgencia para mañana una reunión del Consejo de Seguridad Seguridad Nacional”, señaló.

Correa canceló la visita de este lunes a Cuba ante la crisis diplomática que siguió al bombardeo contra el campamento de ‘Reyes’, localizado a dos kilómetros de la frontera de casi 600 km que divide a los dos países.

Ecuador desplazó una misión ministerial a la zona del ataque y pidió a las Fuerzas Militares “estar alertas”, aunque en la frontera no se percibía un movimiento inusual de tropas.

Correa se enteró del incidente el mismo sábado a través de una llamada del presidente colombiano. En un principio reaccionó con serenidad, pero tras recibir el informe militar desde el sitio de los hechos montó en cólera.

Wellington Sandoval, ministro de defensa ecuatoriano, dijo a su vez que el ejército ecuatoriano está listo para posibles enfrentamientos en la frontera con Colombia.

“Vamos a defender nuestra soberanía, no importa quién trate de ofenderla”, dijo y subrayó: “ya ha habido en el pasado enfrentamientos con las Farc y no sería una cosa nueva”.

A su vez, la canciller ecuatoriana, María Isabel Salvador, admitió que las relaciones con Colombia se verán afectadas, pero aseguró que tratará de evitar que se lesionen los vínculos sociales y comerciales entre los pueblos de los dos países.

“Estos hechos que Ecuador rechaza por la violación de su soberanía, probablemente afectarán estas relaciones”, dijo Salvador a la pregunta de si se deteriorarían las relaciones económicas bilaterales, en una rueda de prensa celebrada en el Palacio presidencial de Carondelet, en el centro histórico de Quito.

Dejó claro que el proceso de regularización de colombianos residentes en Ecuador (se calcula que medio millón) no se verá empañado por la situación de tensión entre los dos países.

Recordó que los problemas fronterizos con Colombia no son nuevos, y que en el pasado se han registrado problemas, pero no como los del pasado sábado, cuando las fuerzas militares colombianas bombardearon una zona ecuatoriana para atacar a las Farc.

La intervención del Canciller colombiano

En su intervención, el canciller colombiano dijo que fue “indispensable que las tropas colombianas ingresaran a territorio ecuatoriano para registrar el sitio desde donde recibieron disparos y al cual atacaron”.

Añadió que “al encontrar allí cadáveres, entre ellos el de ‘Raúl Reyes’, fueron traídos a territorio colombiano para evitar que la guerrilla los suplantara, en cumplimiento de una práctica que acostumbra realizar, para acusar a nuestras fuerzas de ejecuciones extrajudiciales”.

Araújo también dijo que “el citado Raúl Reyes dirigía desde hace muchos años operaciones criminales en el sur de nuestro país y clandestinamente, desde territorio ecuatoriano sin el consentimiento de ese Gobierno”.

El documento invita a Ecuador a “avanzar en el desarrollo de mecanismos de cooperación en la lucha contra el terrorismo que ha causado miles de víctimas en nuestro país y ha generado indescriptible sufrimiento a nuestra población.

Agrega que esa cooperación “podrá implementarse utilizando los instrumentos multilaterales y bilaterales que han sido acogidos por nuestros países, y que evitarían los abusos de los terroristas invasores y el derramamiento de sangre de colombianos”.

En el comunicado se le recuerda al país vecino que Colombia “dejó de asperjar los cultivos ilícitos en la zona de frontera a solicitud del Gobierno ecuatoriano y que ha sustituido ese mecanismo con la erradicación manual, pagando un altísimo costo en vidas humanas, por cuenta de los terroristas de las Farc dirigidos por Raúl Reyes”.

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El Tiempo: Reacciones inadmisibles

Posted by Ricardo en 3 marzo 2008 18:31

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Mientras en Colombia, en ceremonia fúnebre presidida por el presidente Álvaro Uribe en el Cantón Norte de Bogotá, se le rendían honores nacionales al soldado Carlos Hernández León, muerto en el combate que dio de baja a ‘Raúl Reyes’, en Venezuela, el presidente Chávez decretaba un minuto de silencio en homenaje a un “revolucionario consecuente”, víctima de un “asesinato cobarde” del gobierno colombiano.

Hay que estar muy ‘deschavetado’ para ignorar de tal manera la sensibilidad de un pueblo; para ofender tan burdamente la sensibilidad de millones de colombianos que hace menos de un mes, en la más masiva movilización en la historia del país, salieron a las calles a gritar su repudio a todo lo que representa ‘Raúl Reyes’. La reacción del mandatario venezolano revela, además, que su relación con los dirigentes de las Farc es más profunda y emotiva de lo que se temía. Y que su influencia sobre el presidente Rafael Correa, del Ecuador, es más fuerte de lo imaginado.

Insólito y paradójico, pues, que un hecho recibido por la inmensa mayoría de los colombianos como un tanto legítimo -y sin precedentes- que el Estado se anota en la larga confrontación con las Farc, haya generado al mismo tiempo un choque diplomático con Ecuador y haya llevado a Chávez a escalar su enfrentamiento con Colombia y con el presidente Uribe a niveles sin precedentes.

Quién lo diría: la muerte, en una operación militar en las duras condiciones de una guerra irregular, del segundo jefe de una organización armada responsable del dolor de cientos de miles de personas ha sido calificada por Chávez como un “asesinato cobarde”.

Una falta de conexión con las realidades y sentimientos imperantes en Colombia muy semejante a la del artículo de Anncol, agencia oficiosa de las Farc, que tituló la muerte de ‘Reyes’: ‘Uribe asesina a otro sindicalista’. Pero, más allá de estas elocuentes demostraciones de cercanía y simpatía, este fin de semana surgió una delicada tensión con dos países vecinos, que debe manejarse con agilidad e inteligencia.

* * * *

Además de despacharse contra Uribe con epítetos insólitos, Chávez ha ordenado militarizar la frontera con diez batallones y tanques y ha cerrado su embajada en Bogotá. Declaró lo sucedido una violación de la soberanía ecuatoriana, dijo que Colombia, con apoyo de Estados Unidos, se está convirtiendo en el “Israel de América” y amenazó con la guerra si una incursión similar tiene lugar en territorio venezolano.

Y el presidente Rafael Correa -quien inicialmente había reaccionado con más tranquilidad, luego de la llamada de Uribe, el sábado por la mañana, en la que le explicaba los hechos- llamó a consultas a su embajador, envió una nota de protesta por considerar la operación contra ‘Reyes’ un acto de agresión y una violación de la soberanía del Ecuador, y suspendió su prevista visita a Cuba para atender la emergencia. Dijo que irá hasta las últimas consecuencias para aclarar un episodio sobre el cual, según él, su colega colombiano está o “mal informado o miente descaradamente”.

* * * *

Aunque no resulte fácil, lo primero que debe hacerse es separar ambas crisis. Es sintomático el cambio de actitud del presidente Correa luego de su conversación con Chávez que, como lo dijo un analista internacional, lo hizo aparecer como “un cachorro del imperio… venezolano”. Pese a ello, el gobierno colombiano debe hacer todos los esfuerzos por aclarar su posición frente al ecuatoriano y normalizar las relaciones. En Quito también deben considerar la disyuntiva de hierro en la que se encontraron las autoridades colombianas al estar ante la oportunidad de asestar un golpe decisivo a una guerrilla que hace tiempo usa la frontera como puerta giratoria.

Con Venezuela, la cosa es a otro precio (como lo es, aunque de menor talla, con Nicaragua, cuyo presidente, Daniel Ortega, también habló de “asesinato” y llamó “hermano” a ‘Reyes’). La relación Bogotá-Caracas, que venía mal, recibe un golpe mortal. El cierre de la embajada equivale casi a una ruptura de relaciones. No tiene precedentes en el sistema interamericano que suceda, además, por causa de una operación exitosa de un gobierno legítimo contra una organización ilegal, calificada como terrorista en medio mundo. Alegar, como lo hizo el canciller Nicolás Maduro, que la muerte de ‘Reyes’ es una “bofetada” y un “duro golpe” al intercambio humanitario es desconocer la confrontación armada en curso en Colombia, de la cual, las liberaciones gota a gota de rehenes y el intercambio mismo son elocuentes episodios.

El caso es que, en esta, Chávez ‘peló el cobre’ de manera definitiva. Su toma de partido por las Farc es cada vez más abierta. Producto en parte de afinidades de fondo con esa guerrilla y, también, de necesidades políticas tácticas, luego de su derrota en el referendo de diciembre y ante unas elecciones locales críticas en noviembre próximo, en medio de una situación económica cada día más ingobernable, Chávez parece lleno de razones para escalar su confrontación con Colombia.

* * * *

Su reacción ante la muerte de ‘Reyes’ tiene otro efecto: más allá de las posiciones encontradas que en Colombia existen frente al gobierno Uribe, la gran mayoría del país cierra filas ante lo que percibe como una hostil e inadmisible intervención de Chávez en asuntos internos colombianos.

Habrá que ver qué pasos se dan, pero, por lo pronto, entramos en un tenso período de confrontación, ojalá solo verbal y diplomática, entre Colombia y Venezuela. Al prudente silencio con el que se ha respondido hasta ahora, y sin dar pie a provocación alguna, quizá sea hora de añadir una mediación internacional, o de buscar que el sistema interamericano comience a jugar un papel activo en una crisis que puede desestabilizar a toda la región. Las cosas con Venezuela están pasando de castaño oscuro y eso no es bueno para nadie.

editorial@eltiempo.com.co

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