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Cubanos salen corriendo de Rio

Posted by Ricardo en 30 julio 2007 13:49

No, no es el resultado de otra ola de violencia carioca. Es el miedo a que se escapen los demás:

RIO DE JANEIRO.- Los deportistas cubanos protagonizaron una salida precipitada de los Juegos Panamericanos de Río de Janeiro, en Brasil, en medio de aparentes temores de una deserción masiva.

La delegación isleña fue trasladada a la carrera al aeropuerto de esa ciudad sin siquiera dar tiempo a que los integrantes de la selección de voleibol masculino se presentara a recibir sus medallas de bronce.
Se estima que los atletas fueron conminados a abandonar los juegos antes de la ceremonia de clausura de este domingo luego de la deserción de cuatro deportistas.

Los Juegos Panamericanos, que tienen lugar cada cuatro años, constituyen uno de los más importantes eventos deportivos regionales, y Cuba ha figurado, una vez más, entre los más importantes contendientes.
En la tabla de medallistas, Cuba figura en segunda posición luego de los Estados Unidos.
Entre los últimos triunfos cubanos estuvo el logro de la medalla de bronce de voleibol al derrotar 3-2 a Venezuela en la tarde del sábado.

Sin embargo, los atletas estuvieron ausentes en la entrega de las preseas, y se les vio partiendo apresuradamente del aeropuerto internacional de Río de Janeiro después de que supuestamente se les ordenara regresar a su país de forma intempestiva.

El porqué no está claro, pero el hecho ocurre luego de que la delegación sufriera las deserciones del defensor de la selección de balonmano Rafael D’Acosta Capote, el entrenador de gimnasia artística Lázaro Lamelas y los boxeadores Guillermo Rigondeaux y Erislandy Lara.
Tal fue la prisa con que los deportistas abandonaron Brasil que se estima que algunos de ellos tuvieron dificultades en encontrar sus equipajes.

El barbudo asesino dice que lo que sucedió fue un robo de talentos. Nada sobre el robo de la libertad que los atletas sufren cada dia. En Veja de esta semana, un artículo sobre la deserción de los atletas:

A vitória da liberdade

No Pan-Americano, mais uma vez
Cuba deu um show em deserções


Ronaldo França

Al Bello/Getty Images
Rigondeaux: fuga antes da medalha e um futuro milionário na Alemanha, onde a academia já o anuncia como grande sensação

O desempenho da equipe cubana presente aos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro ficou acima do esperado na modalidade “deserção”. Nos Jogos de Winnipeg, em 1999, treze atletas escaparam, mas nenhum deles tinha a importância do boxeador Guillermo Rigondeaux Ortiz, bicampeão olímpico e mundial. Estrela internacional, ele era, até cair fora, motivo de orgulho do regime ditatorial de Fidel Castro. Rigo, como é chamado em seu país, foi um dos quatro cubanos que fugiram no Rio, logo nos primeiros dias dos Jogos. Os outros três foram o também boxeador Erislandy Lara, campeão mundial dos meios-médios, o jogador de handebol Rafael Capote e o técnico de ginástica artística Lázaro Lamelas. Aos 26 anos, invicto há 104 lutas, Rigondeaux era o que se pode considerar uma celebridade em Havana. Como todos os atletas de alto nível, desfrutava “regalias” em meio à penúria em que todos os cubanos são forçados a viver. Tinha direito a um carro e uma cota de gasolina acima dos 25 litros mensais (quantidade insuficiente, note-se, para viajar entre Rio e São Paulo até no mais econômico dos automóveis). Além disso, dispunha de telefone, um emprego na burocracia estatal e uma cesta de alimentos que incluía leite, carnes e frutas. Para os padrões cubanos, Rigondeaux levava um vidão.

Ao pular fora da equipe, ao fim da primeira semana dos Jogos, ele sumiu de vista. A primeira notícia de seu paradeiro surgiu na quinta-feira, quando a academia Arena Box Promotion, de Hamburgo, na Alemanha, estampou sua foto no site, para anunciar que ele e seu colega de fuga são seus mais novos atletas. “Teremos muito orgulho em recebê-los. Rigondeaux vai disputar pelo menos doze lutas por nossa academia e ganhará, em cada uma delas, muitos milhões de dólares”, afirma o dono da academia Arena, o ex-boxeador alemão Ahmet Öner, em férias em Palma de Maiorca, na Espanha. Öner admitiu a VEJA que financiou toda a operação de fuga dos atletas cubanos, o que incluiu a contratação de advogados – entre eles, claro, um cubano residente em Miami, chamado Tony Gonzalez. Öner afirma que pagou 800 000 dólares a Rigondeaux e aos encarregados da operação, valor que não inclui as despesas com aluguel de avião e todo o aparato necessário para ludibriar as autoridades cubanas e brasileiras.


Juventud Rebelde/AP
Reprodução TV
Capote: hasta la vista, Fidel

Já abalados por um desempenho abaixo do esperado no quadro de medalhas, os dirigentes ficaram ainda mais estressados com as deserções. Fidel Castro espumou de raiva. O ditador emitiu uma nota oficial em que chamou os fujões de “traidores”. Öner já havia levado outras três estrelas do boxe cubano, no fim do ano passado, durante um torneio na Venezuela. Entre eles, o peso pesado Odlanier Solís, considerado o sucessor dos lendários boxeadores Teófilo Stevenson e Félix Savón. Desde o fim da União Soviética, em 1991, quando o governo cubano perdeu a principal fonte de financiamento, as deserções de atletas se intensificaram. Pelo menos oitenta deles escaparam, a maioria durante competições internacionais. A fim de evitar as fugas, os agentes de segurança cubanos mantêm uma vigilância cerrada sobre os atletas. Na Vila Olímpica montada no Rio de Janeiro, a liberdade dos atletas cubanos era apenas aparente. Para conseguir escapar, o jogador de handebol Rafael Capote teve de margear os limites da vila até encontrar uma brecha de meio metro entre dois muros. Ele fugiu correndo por mais de uma hora, para depois tomar um táxi para São Paulo.

Entre uma fuga e outra, a delegação cubana no Pan-Americano liberou o seu espírito capitalista. É comum entre atletas que participam de eventos internacionais a troca de uniformes e a venda de um e outro produto, para reforçar o orçamento apertado de estudante. Mas os cubanos se destacaram pela avidez com que se entregaram a esse comércio. Sua principal mercadoria eram os charutos. Eles preferiam receber o pagamento em dinheiro, mas aceitavam alegremente o escambo quando se tratava de equipamentos eletrônicos. No Rio, o que esteve em alta foram os aparelhos de DVD portáteis. Outro objeto do desejo cubano eram os perfumes, de qualquer marca. E aí valia frasco aberto, mesmo que usado e quase no final. O produto é raro e caro na ilha, onde não se encontra nada que não seja o básico. Os cubanos também aproveitaram para tirar a barriga da miséria. “Em vez de tranqüilidade, os dirigentes cubanos priorizaram a proximidade do restaurante na hora de escolher os apartamentos em que iriam ficar na vila. Os atletas entravam e saíam o tempo todo do restaurante”, disse a VEJA um veterano de competições olímpicas envolvido na organização.

A penúria cubana é velha conhecida, mas há episódios que chegam às raias do absurdo. Graças a suas vitórias olímpicas, o corredor Alberto Juantorena ganhou um carro de presente de Fidel Castro. Oito anos depois, contudo, ele não conseguia trocar os pneus do automóvel. Eram artigos inexistentes na ilha. Durante uma turnê internacional, Juantorena aproveitou para comprar o jogo de que precisava no Japão. Ele contrabandeou os pneus para casa nas próprias malas e na bagagem de amigos. Com histórias assim, de fugas e aviltamento dos direitos individuais, a ditadura cubana segue derrapando, cada vez mais desgastada e careca.

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